Buscas no Nepal entram no 2º dia com mais de mil desaparecidos
Uma avalanche de água, gelo, lama e rochas desceu um vale himalaio na fronteira entre Nepal e Tibete na quarta-feira (26), destruindo casas, estradas e pontes. As autoridades confirmam 165 mortos até o momento: 162 no Nepal e três no lado chinês. As equipes de resgate entraram no segundo dia de buscas por mais de mil pessoas desaparecidas. No território nepalês são 468 turistas sumidos, a maioria estrangeiros; no lado tibetano, outras 558 pessoas seguem sem contato, segundo o G1. Entre os desaparecidos há 341 estrangeiros de países como Índia, Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, Malásia e Ucrânia. O primeiro-ministro australiano Anthony Albanese confirmou 34 australianos sumidos, incluindo crianças de 11 anos que integravam um grupo de trekking. Um operador turístico local disse temer que 15 australianos de um grupo de 47 pessoas tenham morrido. Grande parte dos desaparecidos indianos seguia peregrinação ao Monte Kailash, montanha sagrada no Tibete considerada morada de Shiva pelo hinduísmo. A China enviou militares e mais de 30 mil kits de emergência com tendas, fogões e roupas para os deslocados, enquanto Nepal e Índia emitiram alertas de remoção em zonas de risco. Especialistas ouvidos pelo G1 apontam que o resgate na região é mais difícil do que em Brumadinho: o terreno montanhoso e a mistura de lama, gelo e rochas dificultam localizar corpos, e muitos podem nunca ser recuperados.
É a maior catástrofe humanitária do ciclo, com centenas de estrangeiros sumidos e resgate que pode nunca completar a contagem.
Fonte: G1 Mundo
Dois lados da xícara ▲ Ganha Equipes chinesas e nepalesas que já mobilizaram militares e 30 mil kits de emergência para os deslocados | ▼ Perde Famílias de turistas indianos, australianos e de outros países que seguem sem contato com seus parentes |
|
|