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26 OUT · Nº 141

Tema escolhido ontem: Clima. O shot de hoje veio sem notícia de clima.

Bom dia, cafeinado.

María Corina Machado voltou à Venezuela depois de mais de 10 meses no exílio, e Lula garantiu o quarto mandato no Brasil. Vira o shot. ☕

No shot de hoje · toque pra pular

🕊️Machado volta à Venezuela01↓
🇧🇷Lula e o quarto mandato02↓
🏆Ballon d'Or: Yamal, Kane, Mbappé03↓
🛰️Coreias: mina e carta na ONU04↓
🏛️Austrália: Haines e segurança05↓
 

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01  A manchete↑ índice

María Corina Machado volta à Venezuela após mais de 10 meses no exílio

A líder da oposição venezuelana María Corina Machado voltou ao país neste domingo, depois de mais de 10 meses no exílio. Ela avisou no X: “Estou aqui. Com vocês.” Foi fotografada em uma missa no estado de Lara, cercada de apoiadores que a abraçavam, e seguiu em caravana para Caracas.

Entrou na capital no fim da noite de domingo, sorrindo para fora do teto solar de um carro, com apoiadores enfileirados ao longo do trajeto. O ex-candidato presidencial Edmundo González confirmou a chegada.

Machado saiu do país de lancha para receber o Nobel da Paz na Noruega. Um mês depois, em janeiro, os EUA capturaram o presidente Nicolás Maduro e o governo Trump passou a apoiar a vice, Delcy Rodríguez, empossada presidente interina, que assinou um acordo de petróleo com termos muito favoráveis aos americanos.

Em setembro, um assessor contou que ela tentou voltar sete vezes em poucas semanas e foi barrada todas as vezes. Houve relatos de que os EUA atrasaram o retorno, o que Washington nega. Segundo a BBC, a volta dependeu do aval do governo Trump, que agora parece ter sido dado.

Ela já disse que disputaria a Presidência se houvesse eleição. Em 2023, venceu uma primária independente com mais de 90% dos votos, e o governo Maduro a barrou de concorrer, acusando-a de fraude e violações tributárias, o que ela nega.

Uma líder com Nobel de volta ao país pode pressionar por novas eleições e muda o jogo político venezuelano.

Fonte: BBC World

Dois lados da xícara

▲ Ganha

María Corina Machado, que volta ao país após mais de 10 meses e retoma contato com apoiadores

▼ Perde

Líderes que a mantinham à margem, segundo o NYT, agora enfrentam uma desafiante dentro do país

 
 
02  Brasil↑ índice

Lula conquista o quarto mandato com 51,75% dos votos

Luiz Inácio Lula da Silva venceu o segundo turno e conquistou o quarto mandato, o primeiro presidente da história do Brasil eleito quatro vezes pelo voto popular. Com cerca de 99% das urnas apuradas, o petista tinha 51,75% dos votos, contra 48,25% de Flávio Bolsonaro (PL), segundo o Guardian.

A vitória veio depois de um primeiro turno adverso: em 4 de outubro, Flávio teve 47,03% e Lula 45,16%, diferença de 2,2 milhões de votos. Nas três semanas seguintes, Lula tentou trazer de volta quem ficou em casa e reforçou o apelo sobre custo de vida e programas sociais. Segundo a Al Jazeera, nenhum candidato na história moderna do país havia ficado em segundo no primeiro turno e vencido o segundo.

A contagem foi apertada até o fim. Flávio liderou brevemente na noite de domingo, mas Lula passou à frente quando chegaram os resultados do Nordeste, reduto histórico do PT.

Flávio disse ser “impossível reconhecer” o resultado e que sua equipe jurídica pedirá a anulação, citando a decisão do ministro Cristiano Zanin de estender a votação das 17h para as 19h. Mesmo assim, os presidentes de Chile, Paraguai, Bolívia e Equador parabenizaram Lula e defenderam manter a cooperação regional.

Lula segue no comando, mas a equipe de Flávio Bolsonaro vai pedir a anulação do resultado.

Fonte: Al Jazeera e The Guardian

A dose exata

Mais de 10 meses Tempo que Machado passou fora da Venezuela, segundo a BBC. Um assessor dela contou que, antes da volta, foram sete tentativas barradas.

 

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Sérvia Aleksandar Vučić, no poder há 12 anos, admitiu em discurso antecipado que seu partido perdeu a votação para o movimento liderado por estudantes. →

Tempestades As tempestades Boelo e Austen deixaram cerca de 150 mil casas sem luz no Reino Unido, na França e na Alemanha e mataram um homem na Escócia. →

China Antes do quinto plenário do Partido Comunista, a campanha anticorrupção de Xi Jinping segue forte, com investigações contra mais de 1 milhão de pessoas no ano passado. →

 
 
03  Esporte↑ índice

Ballon d'Or 2026 sai em menos de 24 horas com Yamal, Kane e Mbappé na briga

A entrega da Ballon d'Or 2026 acontece no London Palladium em menos de 24 horas. O prêmio, o mais prestigiado individual do futebol, vai para o melhor jogador da temporada 2025-26, e a disputa gira em torno de três nomes: Lamine Yamal, Kylian Mbappé e Harry Kane.

A Avisia, consultoria francesa de dados e inteligência artificial, aponta Yamal, ponta de 19 anos do Barcelona, como favorito, com 23% de chance. Kane vem logo atrás, com 21%, e Mbappé aparece em terceiro, com 19%, empatado com Rodri, vencedor de 2024. Lionel Messi fecha o top 5, com 18%. A empresa diz ter acertado os cinco primeiros em 2025, ano em que Ousmane Dembélé levou o prêmio.

As casas de apostas veem outro cenário: para elas, Kane é o favorito absoluto, com cerca de 70% de probabilidade. Messi, que se aposentou recentemente da seleção, ganhou defensores: o técnico do Atlético de Madrid, Diego Simeone, e o ex-jogador da Itália Marco Materazzi.

Entre os próprios jogadores, Jude Bellingham, também indicado, apoiou Kane, enquanto Anthony Gordon, também da seleção inglesa e companheiro de Yamal no Barcelona, ficou com o espanhol. Yamal e Mbappé se declararam candidatos publicamente; Kane fez pouca campanha por si.

O favorito muda conforme o critério: os dados apontam Yamal e as apostas apontam Kane.

Fonte: Al Jazeera

Ouvido no balcão

He works so hard for it, and he's a very honest and hard-working person

Jude Bellingham, jogador inglês indicado ao prêmio, sobre Harry Kane, em declaração à Al Jazeera

 
 
04  Ásia↑ índice

Seul propõe conversa militar para marcar a fronteira, e Pyongyang rebate na ONU

A Coreia do Norte enviou ao Conselho de Segurança da ONU uma carta acusando Seul de forjar uma explosão de mina terrestre que feriu três soldados sul-coreanos, segundo a agência estatal KCNA. O representante norte-coreano escreveu no domingo e chamou o episódio de “farsa” para fugir da responsabilidade pela escalada de tensão na península.

A explosão ocorreu em 21 de setembro dentro da Zona Desmilitarizada que separa os dois países. Seul culpa minas norte-coreanas, e o Comando da ONU liderado pelos EUA diz que a colocação de minas viola o Armistício de 1953, que encerrou os combates da Guerra da Coreia. Seul também escreveu ao Conselho na semana passada.

Pyongyang afirma que a fortificação de sua fronteira é um exercício legítimo de soberania, conforme a Carta da ONU, e critica Seul por disparar tiros de advertência contra soldados na zona. A Coreia do Sul diz que atira para fazer os norte-coreanos voltarem quando cruzam a Linha de Demarcação Militar, onde, nos últimos anos, eles constroem estradas táticas e cercas.

Dias antes da carta, o Ministério da Defesa sul-coreano propôs conversas militares com Pyongyang para “confirmar mutuamente a localização precisa” da fronteira e reduzir o risco de choques acidentais.

Seul oferece conversa militar para evitar choque acidental, e Pyongyang responde com carta na ONU.

Fonte: Al Jazeera

 
 
05  Austrália↑ índice

Parlamento australiano homenageia Helen Haines e discute radicalização de jovens

O Parlamento da Austrália fez uma pausa na segunda-feira para homenagear Helen Haines, deputada por Indi que teria sido atacada na semana passada diante de seu escritório eleitoral em Wangaratta. A deputada Allegra Spender contou à Câmara que o marido, Phil Haines, revelou as primeiras palavras dela ao acordar: perguntar pela segurança da equipe e agradecer a quem a socorreu. Spender a chamou de “força para a mudança”.

Em outro caso, revelado pelo Herald Sun, o ministro de Serviços de Emergência de Victoria, Paul Edbrooke, encontrou uma bala sobre o capô do carro após um evento comunitário em Frankston, no sábado. O projétil trazia gravada a palavra “RAT” e o antigo número dele como bombeiro. Edbrooke diz acreditar que está sendo seguido e teme pela segurança da família.

No Parlamento, o ministro do Interior, Tony Burke, afirmou que todos os países relatam um grupo novo e em rápido crescimento de jovens, sobretudo homens, radicalizados on-line; antes, a preocupação era com adolescentes. Segundo ele, as ideologias são incoerentes entre si e têm a violência como único princípio comum. Burke garantiu à Câmara que a Austrália trabalha de forma cooperativa com todas as suas agências.

A segurança de parlamentares entra na pauta australiana ao lado do alerta sobre radicalização on-line.

Fonte: The Guardian

 
 

No radar · a agenda de hoje

Hoje · Observar se a equipe jurídica de Flávio Bolsonaro formaliza o pedido de anulação do segundo turno.

Em até 24h · Cerimônia da Ballon d'Or 2026 no London Palladium, com Yamal, Kane e Mbappé entre os nomes da disputa.

Esta semana · Reunião do quinto plenário do Partido Comunista chinês, com a campanha anticorrupção de Xi Jinping em foco.

Pra viagem

Em dias assim, o rumo muda conforme quem aceita o placar e quem decide contestá-lo. A pergunta que fica é quanto tempo cada lado aguenta esperar pela resposta.

 
 
 
WorldShot Quiz

Segundo a BBC, por quanto tempo María Corina Machado ficou no exílio antes de voltar à Venezuela?

AMais de 10 meses
BCerca de 3 meses
CMais de 2 anos
DApenas 1 mês

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Clímax da temporada

Maratona dos 7 dias finais

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Dia 2 de 7 · a temporada de outubro fecha 31/10

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dias feitos
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Bom dia, bom mundo.

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