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Bom dia, cafeinado.
O Congo confirmou neste domingo que o surto atual de Ebola já é o mais letal da história do país, com números que ultrapassam a crise de 2018-2020. Enquanto o Congo lida com o surto, Trump mexe no tabuleiro militar da Ásia e a União Europeia promete apertar ainda mais o cerco à Rússia. Café na mão, começamos pelo dado mais duro do dia. Vira o shot. ☕
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No shot de hoje · toque pra pular | 🦠 | Ebola bate recorde na RDC | 01↓ |
| 🇰🇷 | Trump reduz manobras na Coreia do Sul | 02↓ |
| 🇮🇷 | EUA e Irã travam no prazo do acordo | 03↓ |
| 🇪🇺 | UE prepara pacote de sanções à Rússia | 04↓ |
| 🎨 | Roubo de obras-primas na Sicília | 05↓ |
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Surto de Ebola na República Democrática do Congo já é o mais mortal da história do país
A República Democrática do Congo confirmou neste domingo que o surto atual de Ebola matou 2.325 pessoas, segundo dados do governo, superando o total registrado entre 2018 e 2020 e se tornando o mais letal já registrado no país. O instituto de saúde pública congolês informou que os casos confirmados subiram para 4.945, incluindo 101 novos casos detectados nas últimas 24 horas. Esse é o 17º surto de Ebola já registrado no Congo, um país que lida com a doença de forma recorrente desde que o vírus foi identificado ali pela primeira vez, em 1976, perto do rio que dá nome à enfermidade. A escala atual, porém, superou todos os episódios anteriores em número de mortes, segundo os dados oficiais divulgados no boletim mais recente. Um alto funcionário da ONU alertou que é preciso agir com 'velocidade, escala e solidariedade' antes que o vírus avance ainda mais rápido do que a resposta internacional consegue acompanhar. A fala reflete a preocupação de que o ritmo de contenção está atrás da curva de contágio, com mais de cem casos novos surgindo em um único dia. O histórico de surtos no Congo já formou uma estrutura de resposta relativamente experiente, com tratamentos e vacinas testados em episódios anteriores. Ainda assim, a dimensão do surto atual expõe os limites dessa estrutura diante de um vírus que voltou a se espalhar em volume inédito. A situação chega em um momento de atenção internacional dividida entre múltiplas crises simultâneas, o que reforça o alerta da ONU sobre a urgência de recursos e coordenação para o combate à doença antes que o quadro piore ainda mais.
É o pior surto de Ebola já registrado na história do Congo, com a curva de contágio crescendo mais rápido do que a resposta internacional.
Fonte: Al Jazeera / The Guardian / G1 Mundo
Dois lados da xícara ▲ Ganha Equipes de saúde pública do Congo, que ganham urgência internacional renovada para captar recursos de combate. | ▼ Perde A população local nas áreas afetadas, exposta a um vírus que avança mais rápido que a contenção. |
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Trump reduz manobras militares dos EUA com a Coreia do Sul
 Donald Trump anunciou que os Estados Unidos vão reduzir substancialmente os exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul, citando o que chamou de 'muito boa relação' com o líder norte-coreano Kim Jong-un. A decisão afeta o Ulchi Freedom Shield, um dos dois maiores exercícios militares anuais entre os dois países, que começa nesta segunda-feira e vai até 27 de agosto. A medida chega apesar de alertas de autoridades militares dos dois países de que o regime de Kim Jong-un vem ganhando experiência de combate real através do envolvimento com a guerra na Ucrânia. Esse aprendizado de campo de batalha é apontado como fator que reforça, e não reduz, a capacidade militar norte-coreana no momento. Trump afirmou publicamente estar 'não feliz' com a continuidade das manobras, reforçando que a relação pessoal com Kim seria motivo suficiente para desescalar a presença militar conjunta na região. A postura contrasta com a avaliação de comandantes que veem risco crescente, não menor, vindo do Norte. A redução dos exercícios reabre debate sobre o compromisso de defesa dos EUA com aliados na Ásia, justamente no momento em que analistas apontam evolução tática do adversário regional.
Aliados dos EUA na Ásia ganham um sinal de que compromissos de defesa podem ser recalibrados por decisões unilaterais da Casa Branca.
Fonte: BBC World / Al Jazeera / The Guardian
O nível da xícara Duração do exercício Ulchi Freedom Shield afetado pela redução, em dias |
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EUA e Irã estouram prazo sem fechar acordo amplo para encerrar a guerra
 Estados Unidos e Irã deixaram passar o prazo para fechar um acordo amplo que encerraria o conflito entre os dois países, apesar das promessas anteriores de Donald Trump. O presidente americano havia dito que o cessar-fogo firmado em junho levaria a limites ao programa nuclear iraniano e ao fim definitivo do confronto. Segundo o levantamento do New York Times, as partes seguem distantes de um consenso, com o acordo amplo prometido não saindo do papel dentro do prazo estipulado. A promessa de Trump de que o cessar-fogo evoluiria rapidamente para um pacto mais completo não se confirmou até agora. Em paralelo, o Irã afirmou que o Catar capturou pilotos iranianos há meses, alegando que os aviadores estão detidos desde 2 de março, quando seus caças teriam sido abatidos. O governo do Catar rejeita a acusação e nega estar detendo qualquer piloto iraniano, o que adiciona mais um ponto de atrito à já tensa relação regional. O impasse expõe o quanto o cessar-fogo de junho ficou frágil, sustentado mais por acordos verbais do que por compromissos formais que resistam ao teste do tempo.
O conflito entre EUA e Irã segue sem solução formal, mantendo a região em estado de tensão apesar do cessar-fogo anunciado em junho.
Fonte: The New York Times
Ouvido no balcão muito boa relação Donald Trump, presidente dos EUA, citado pela BBC World sobre a relação com Kim Jong-un |
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União Europeia prepara pacote mais amplo de sanções contra a Rússia
 A chefe de política externa da União Europeia, Kaja Kallas, disse ao jornal alemão Die Welt que o bloco pretende expandir significativamente as sanções contra a Rússia nos próximos meses. Segundo ela, as medidas já custaram caro ao Kremlin, tirando da máquina de guerra russa mais de 1 trilhão de euros (cerca de US$ 1,16 trilhão). Kallas afirmou que, para o outono no hemisfério norte, está preparando a lista de sanções mais abrangente desde o início da guerra. A declaração sinaliza que a UE pretende intensificar a pressão econômica justamente no período em que se discute o desfecho do conflito na Ucrânia. A chefe de diplomacia europeia disse ainda que, uma vez adotadas, essas novas medidas devem aprofundar ainda mais o isolamento econômico russo, se somando ao trilhão de euros que o bloco já retirou da capacidade bélica de Moscou desde o início da guerra.
A Rússia deve enfrentar um aperto econômico ainda maior neste outono, o que pode pressionar Moscou em eventuais negociações sobre a Ucrânia.
Fonte: G1 Mundo
A dose exata As sanções da UE já retiraram mais de 1 trilhão de euros da máquina de guerra russa desde o início do conflito. |
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Ladrões roubam obras-primas do Renascimento em museu na Sicília
 Enquanto Messina celebrava o feriado siciliano do Ferragosto, ladrões invadiram o museu MuMe e levaram obras-primas do pintor renascentista Antonello, segundo a Al Jazeera. O roubo ocorreu durante a celebração local, um momento de menor vigilância na cidade italiana. O caso reacende a discussão sobre segurança em instituições culturais menores da Itália, especialmente durante feriados quando a atenção das autoridades costuma se voltar para outras prioridades. Museus regionais como o MuMe guardam acervos valiosos, mas nem sempre contam com a mesma estrutura de proteção de grandes instituições em Roma ou Florença. Não há, até o momento, detalhes divulgados sobre suspeitos ou sobre como as autoridades pretendem recuperar as peças roubadas, mas o episódio já entra para a lista de furtos de arte que marcam o patrimônio renascentista italiano.
Mais um alerta sobre a vulnerabilidade de acervos históricos italianos fora dos grandes centros turísticos e culturais.
Fonte: Al Jazeera
Pra viagem Acompanhe atualizações da Al Jazeera sobre o caso para saber se as obras do MuMe foram recuperadas. |
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