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Bom dia, cafeinado.
A Indonésia amanhece contando corpos e a Ucrânia amanhece apagando incêndios: dois lados do mundo, o mesmo tipo de manhã difícil. Tem também drone caindo na Romênia e uma eleição tensa na Zâmbia. Vira o shot. ☕
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No shot de hoje | 🚀 | Drone na fronteira da Otan |
| 🇰🇵 | Coreias em alerta na DMZ |
| 🗳️ | Eleição tensa na Zâmbia |
| 🌊 | Seca histórica no Danúbio |
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I · A Manchete
Terremoto de magnitude 7,7 mata 47 na Indonésia e resgate corre contra o tempo
Equipes de resgate seguem cavando escombros no leste da Indonésia neste domingo, um dia depois de um terremoto de magnitude 7,7 destruir centenas de construções e deixar ao menos 47 mortos e mais de 100 feridos, segundo a agência nacional de gestão de desastres. Milhares de pessoas ficaram desalojadas na Ilha de Flores, região mais castigada pelo tremor. A distribuição das mortes mostra a extensão do estrago: 24 óbitos confirmados em Manggarai, 17 na vizinha East Manggarai, e mortes adicionais registradas em Sikka, Ngada e Ende. O serviço geológico do país já contabilizou mais de 200 réplicas desde o abalo principal, o que dificulta ainda mais o trabalho das equipes em meio a prédios instáveis. Um vídeo do momento do tremor mostra a cidade de Maumere sendo sacudida, com prédios desabando e moradores correndo pelas ruas. Perto do porto local, uma multidão tentou se afastar do píer enquanto uma construção desmoronava aos poucos, cena que resume o pânico registrado no sábado por volta das 6h no horário local. As buscas por sobreviventes continuam entre destroços e deslizamentos de terra, com equipes de resgate ainda sem clareza sobre quantas pessoas podem estar soterradas. A avaliação rápida de danos, iniciada pelas autoridades, deve orientar nas próximas horas o tamanho da resposta humanitária necessária para a região.
É o terremoto mais letal do ciclo recente de notícias e ainda está em andamento, com risco de o número de mortos subir.
Fonte: BBC World / The Guardian
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O número do dia
7,7
Magnitude do terremoto que atingiu a Ilha de Flores, na Indonésia, e já deixou 47 mortos confirmados neste domingo.
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II · O Essencial
 Segurança
Caça espanhol derruba drone militar que invadiu espaço aéreo da Romênia Um caça F-18 da Força Aérea espanhola, em missão de policiamento da Otan, derrubou na madrugada deste domingo um drone militar que havia entrado no espaço aéreo da Romênia vindo da Moldávia, segundo o Ministério da Defesa romeno. O drone foi detectado às 4h44 no horário local (22h44 em Brasília). O episódio acontece na mesma madrugada em que a Rússia lançou um ataque com mísseis e mais de 100 drones contra Kiev, provocando incêndios em ao menos dois distritos da capital ucraniana. Uma pessoa morreu e outras sete ficaram feridas, segundo o prefeito Vitali Klitschko. A combinação dos dois episódios, drone na fronteira da Otan e bombardeio maciço em Kiev na mesma noite, reforça o temor de que o conflito continue vazando para território de países-membros da aliança, mesmo sem confronto direto declarado.
Um incidente aéreo dentro do território da Otan, mesmo resolvido sem baixas, mantém acesa a tensão entre a aliança e a Rússia.
Fonte: G1 Mundo
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 Ásia
Coreia do Sul dispara tiros de aviso após soldados norte-coreanos cruzarem a fronteira O Exército da Coreia do Sul confirmou neste domingo que fez disparos de advertência na última semana depois que soldados norte-coreanos cruzaram a linha de demarcação militar que separa os dois países, segundo a agência sul-coreana Yonhap. Vários militares atravessaram a linha na região leste da zona desmilitarizada (DMZ). A data exata do incidente não foi confirmada publicamente, mas a informação veio de uma fonte não identificada ouvida pela agência de notícias. O episódio ocorre em paralelo a outro movimento tenso: a Coreia do Norte testou um motor de míssil capaz de atingir o território continental dos Estados Unidos. A combinação de incursão na fronteira terrestre mais vigiada do mundo com teste de tecnologia de longo alcance eleva o nível de atenção sobre a península coreana justo num momento em que outras frentes de conflito, como Ucrânia e Oriente Médio, já concentram a atenção internacional.
Um incidente na DMZ, mesmo controlado, é um lembrete de que a fronteira mais militarizada do planeta segue instável.
Fonte: G1 Mundo
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 África
Eleição na Zâmbia é marcada por relatos de intimidação e violência Observadores internacionais afirmam que a eleição presidencial da Zâmbia, realizada na última quinta-feira, foi marcada por relatos de intimidação e violência, segundo a Al Jazeera. A contagem de votos chegou a ser suspensa brevemente em meio a ameaças à segurança do processo eleitoral. A suspensão temporária da apuração é um sinal de tensão real no processo, ainda que os detalhes sobre os responsáveis pelos incidentes e o andamento da contagem após a retomada não tenham sido detalhados nas informações disponíveis até o momento. O caso zambiano se soma a uma lista de eleições africanas recentes sob escrutínio de observadores internacionais, num continente onde a legitimidade dos processos eleitorais segue sendo tema sensível para governos e organismos multilaterais.
A credibilidade do resultado eleitoral na Zâmbia fica sob suspeita justamente pelos relatos de violência durante a apuração.
Fonte: Al Jazeera
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 Clima
Seca histórica expõe a 'Pedra da Fome' e devasta o Danúbio Uma reportagem do The Guardian percorreu 160 quilômetros ao longo do Danúbio, o maior rio da União Europeia, onde moradores enfrentam dificuldade para garantir água potável em meio a níveis recorde de seca. Em Budapeste, voltou a emergir das águas a Ínség-szikla, a 'Pedra da Fome', um bloco de rocha sob a colina de Gellért. Por séculos, o afloramento da pedra foi visto como um mau presságio: significava que o rio havia baixado tanto que moinhos flutuantes paravam de funcionar, colheitas provavelmente fracassariam e a fome seria quase certa. A lenda em torno do bloco tornou-se folclore local ao longo do tempo, mas o fenômeno voltou a se repetir. A reportagem descreve cenas incomuns ao longo do trajeto, incluindo pessoas pedalando pelo leito do rio em pontos onde a água simplesmente desapareceu, e plantações destruídas pela falta de chuva e pelo calor extremo que atinge a bacia do Danúbio neste período.
O retorno de um símbolo histórico de fome liga a crise climática atual a avisos que a região já conhecia há séculos.
Fonte: The Guardian
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