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04 NOV · Nº 150

Bom dia, cafeinado.

Hackers esquentaram os sistemas de refrigeração de supermercados em ao menos 11 países europeus, e os democratas tomaram a Câmara nos EUA. Vira o shot. ☕

No shot de hoje · toque pra pular

🛒UE prepara resposta a ataques a mercados01↓
🏛️Democratas ganham a Câmara nos EUA02↓
🩺Andrews leva o Senado na Carolina do Sul03↓
🌴Flórida segura republicanos por menos04↓
🛢️Golfo tenta barrar nova guerra com o Irã05↓
 

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01  A manchete↑ índice

UE prepara resposta conjunta a ataques que esquentaram geladeiras de mercados em 11 países

Hackers elevaram a temperatura dos sistemas de refrigeração de supermercados na Alemanha, na Romênia e no Reino Unido durante os ataques de segunda-feira, segundo autoridades. Com esses casos, sobe para ao menos 11 o número de países europeus afetados. A União Europeia prometeu resposta coletiva e avisou que os ataques, que estragaram toneladas de comida pelo continente, não são isolados.

Na segunda, houve problemas em pelo menos nove países da UE: Bélgica, Estônia, Finlândia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos, Portugal e Suécia. Na terça, quatro mercados alemães e seis romenos entraram na lista. A Bélgica foi um dos países mais atingidos, com dezenas de lojas de várias redes sem refrigeração, e a promotoria federal abriu investigação.

Na Itália, Giuseppe Spadaro, diretor de um grupo que administra supermercados Coop na Sicília, contou que quatro das 300 lojas foram atingidas, com prejuízo de milhares de euros. Ao jornal Corriere della Sera, disse que tiveram de jogar tudo fora e que as prateleiras ficaram vazias. O gabinete de Giorgia Meloni classificou o impacto como limitado.

O motivo é desconhecido e ninguém assumiu a autoria. Dan Cimpean, diretor da agência romena de cibersegurança, chamou a ação de semiamadora e disse não suspeitar de ator estatal. Thomas Regnier, porta-voz da UE, recusou apontar culpados e disse que as agências do bloco conversam com as autoridades nacionais para montar uma resposta conjunta.

A refrigeração conectada de mercados virou alvo real em pelo menos 11 países, e a UE promete resposta conjunta.

Fonte: Al Jazeera

 
 
02  EUA↑ índice

Câmara dos EUA muda de mãos e dá aos democratas poder de investigar Trump

Os democratas conquistaram a maioria da Câmara dos EUA pela primeira vez desde 2022 e têm chance real de tomar também o Senado. O Guardian ainda não declarou o controle da Câmara, mas outros veículos, seguindo a Associated Press, já o fizeram. Hakeem Jeffries, de 56 anos, deve se tornar o primeiro presidente negro da Câmara na história do país.

No Senado, o partido já tirou duas cadeiras dos republicanos: Roy Cooper, ex-governador, venceu Michael Whatley na Carolina do Norte, e Annie Andrews levou a Carolina do Sul. Os democratas precisam de quatro cadeiras para controlar o Senado, então estão na metade do caminho.

Outras disputas reforçaram a noite democrata. Jon Ossoff foi reeleito na Geórgia e Chris Pappas venceu em New Hampshire. Na Geórgia, Keisha Lance Bottoms foi projetada pela AP como primeira mulher negra eleita governadora de um estado.

Com a Câmara, o partido controla comissões e pode intimar documentos e testemunhas. Os democratas sinalizaram investigações sobre os negócios da família Trump, a fiscalização de imigração, o caso Jeffrey Epstein e a condução de vacinas por Robert F. Kennedy Jr. O Guardian lembra que a aprovação de Trump está em mínimas recordes e que a guerra no Irã segue impopular.

A Câmara democrata pode intimar documentos e testemunhas e abrir investigações sobre o governo Trump nos dois anos finais.

Fonte: The Guardian

Dois lados da xícara

▲ Ganha

Democratas e Hakeem Jeffries, que ganham comissões, poder de intimar e provável posse como presidente da Câmara.

▼ Perde

Trump e os republicanos, que perdem a Câmara e passam a enfrentar investigações sobre negócios, imigração e Epstein.

 

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Espresso

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03  EUA↑ índice

Annie Andrews leva ao Senado a Carolina do Sul, que não elegia democrata desde 1998

A pediatra democrata Annie Andrews venceu a disputa pelo Senado na Carolina do Sul e se torna a primeira democrata a representar o estado no Senado em mais de um quarto de século. A última vez havia sido em 1998. Ela também é a primeira mulher que o estado elege para o Senado.

Ela enfrentou Darline Graham, de 62 anos, irmã do falecido senador Lindsey Graham, que morreu em julho aos 71. Darline havia sido nomeada pelo governador para cumprir o restante do mandato do irmão. Donald Trump pediu publicamente que ela concorresse e fez campanha para ela.

Graham ficou perto de Trump na plataforma e disse confiar plenamente nele em tarifas e na guerra com o Irã, que é impopular entre a maioria dos americanos. Ela admitiu em debate, em agosto, que não estava muito informada sobre segurança nacional ao ser questionada sobre a política dos EUA para Taiwan.

Andrews fez campanha sobre o custo da saúde, chamou a guerra com o Irã de ilegal e criticou o efeito dela no preço da gasolina. Uma pesquisa do New York Times/Siena na semana anterior mostrava as duas empatadas, com 48% cada.

Um estado tido como republicano elegeu uma democrata que fez campanha contra a guerra e pelo custo da saúde.

Fonte: The Guardian

Ouvido no balcão

find our way out of this illegal, unconstitutional billion-dollar-a-day war overseas

Annie Andrews, senadora eleita pela Carolina do Sul, em setembro, segundo o The Guardian

 
 
04  EUA↑ índice

Flórida segura republicanos, mas por margem menor que a das pesquisas

A republicana Ashley Moody venceu a democrata Angie Nixon na disputa pelo Senado na Flórida, mas com folga menor do que o previsto. Com 96% dos votos apurados, Moody tinha 2,5 pontos percentuais a mais que a rival, segundo o G1. As pesquisas apontavam vantagem de 6 pontos para a republicana.

Na disputa pelo governo, o deputado republicano Byron Donalds foi eleito e sucederá Ron DeSantis. A BBC vê a Flórida como um dos poucos pontos positivos dos republicanos na noite, e diz que o estado ainda tende à direita no conjunto.

Republicanos no Legislativo estadual haviam redesenhado os limites de três distritos democratas para facilitar a vitória do partido. Mesmo assim, os democratas Kathy Castor, Jared Moskowitz e Pia Dandiya venceram nos distritos redesenhados, segundo o Guardian. Outras disputas em que os republicanos esperavam folga se transformaram em brigas apertadas, segundo a BBC.

A noite democrata se apoiou em dois movimentos citados pela BBC: alta participação democrata, em especial de eleitores negros no Sul, e a recuperação de eleitores hispânicos na Flórida que apoiaram os republicanos dois anos antes. No condado de Miami-Dade, que Trump venceu em 2024, os candidatos democratas voltaram a liderar.

Mesmo com distritos redesenhados a favor dos republicanos, a Flórida mostrou disputa mais apertada que o previsto.

Fonte: G1 Mundo

A dose exata

250 milhões Número aproximado de norte-americanos aptos a votar nas midterms de terça (3), que renovaram a Câmara e um terço do Senado, segundo o G1.

 
 
05  Oriente Médio↑ índice

Países do Golfo intensificam mediação para evitar nova guerra entre EUA e Irã

Os países árabes do Golfo, ricos em energia, estão em uma onda de esforços de mediação para evitar uma guerra entre Estados Unidos e Irã. Segundo o New York Times, muitos temem que os combates desta vez sejam piores. O jornal liga a movimentação a um prazo de Trump associado às midterms, que se aproxima.

A guerra no Irã pesa na política americana. O Guardian descreve o conflito como profundamente impopular e os preços da gasolina como muito altos, num cenário em que a aprovação de Trump bate recordes de baixa. Na Carolina do Sul, Annie Andrews chamou de ilegal e inconstitucional uma guerra de um bilhão de dólares por dia, enquanto Darline Graham dizia confiar em Trump sobre o tema. Andrews venceu.

Na Geórgia, Jon Ossoff fez da reeleição um referendo sobre o governo Trump e citou as consequências da guerra no Irã e da política comercial no bolso dos eleitores.

Nas urnas, a guerra foi tema nas duas pontas: Darline Graham se alinhou a Trump e perdeu, enquanto Annie Andrews e Jon Ossoff a usaram como argumento e venceram. Com a mediação do Golfo em curso, o conflito segue no radar.

A guerra com o Irã segue como risco aberto e como tema político, e a mediação do Golfo mostra o tamanho do temor.

Fonte: The New York Times

 
 

No radar · a agenda de hoje

Hoje · Contagem de votos nas cadeiras republicanas do Senado em Texas, Kansas e Ohio, que pesa na chance de os democratas chegarem às quatro cadeiras de que precisam.

Hoje · União Europeia e autoridades nacionais seguem montando a resposta conjunta aos ataques a supermercados, com a Bélgica já investigando.

Hoje · O sindicato CPSU anuncia que não apoiará o Partido Trabalhista na eleição estadual de Victoria, na Austrália.

Pra viagem

Abra a fatura do último mês e some quanto você gastou com combustível, para saber o tamanho do impacto se a guerra com o Irã voltar a pressionar a energia.

Sistemas que pareciam sólidos falharam em silêncio, e urnas que pareciam decididas contaram outra história. Resta saber o que se descobre quando alguém para de supor e vai conferir.

 
 
 
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Com os casos da Alemanha, da Romênia e do Reino Unido, quantos países europeus, no mínimo, já foram afetados pelos ataques à refrigeração de supermercados?

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