Chevron e Eni fecham acordo para expandir extração de petróleo na Venezuela
A americana Chevron e a italiana Eni assinaram acordos em Caracas para ampliar projetos de extração de petróleo na Venezuela, dias depois de o país concordar em ceder à Chevron o controle direto de um quinto de suas reservas. O movimento marca o retorno mais forte de grandes petroleiras internacionais ao país desde o afrouxamento das sanções dos EUA. O acordo chega num momento em que a Ásia corre para reduzir sua dependência do Oriente Médio depois da crise no Estreito de Hormuz, o que aumenta o apetite global por fontes alternativas de petróleo como a Venezuela. Para Caracas, a entrada de capital estrangeiro representa uma injeção de receita justamente quando o governo tenta reconstruir a infraestrutura de exportação da estatal PDVSA. Para a Chevron, a expansão consolida a posição que já vinha reconquistando desde a reabertura parcial das operações no país. A Eni, por sua vez, amplia sua presença na América Latina num momento em que a Europa busca diversificar fornecedores de energia longe da Rússia. O detalhe que chama atenção é o tamanho da concessão à Chevron: um quinto das reservas do país sob controle direto de uma empresa americana é uma fatia incomum em qualquer acordo recente do setor, e sinaliza o grau de necessidade de capital do governo venezuelano.
Mais petróleo venezuelano no mercado pode aliviar preços globais e reabre a porta pra grandes petroleiras num país historicamente fechado.
Fonte: Al Jazeera
Dois lados da xícara ▲ Ganha Chevron e Eni, que ampliam reservas e operação num país rico em petróleo | ▼ Perde Governo venezuelano, que cede fatia grande de controle das próprias reservas em troca de capital |
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